Falta de tempo? Práticas políticas de dominação social

Para compreender a falta de tempo ou as exigências do mercado de trabalho é necessário compreender um pouco de seu mecanismo e, posteriormente, as decisões tomadas na vida e o que se têm obtido delas.

Texto de Daniel Estulin

Todos os aspectos da vida psicológica e mental da população mundial foram definidos, registrados e arquivados em sistemas informáticos. Os grupos sociológicos, psicológicos, psiquiatras, antropólogos, centros de estudos e fundações, que trabalham em estrita colaboração uns com os outros, são presididos por poderosos membros da oligarquia, composta principalmente pela antiga Nobreza Negra de Veneza. O leitor poderá perguntar-se: Qual é o propósito dessas modificações de comportamento? De implantar mudanças forçadas no nosso modo de vida, sem o nosso consentimento e sem que saibamos sequer o que está a nos acontecer. O objectivo máximo é extirpar por completo o sentido de <<identidade>> do ser humano, arrancar-lhe a alma e substituí-la depois por uma pseudo-alma artificial, sintética. No entanto, para poder mudar o comportamento dos seres humanos, separá-la da produção industrial e conduzi-la até ao espiritualismo, e para obrigá-los a entrar voluntariamente no mundo da era pós-industrial de crescimento zero e progresso zero, é necessário forçar uma mudança da imagem que o ser humano tem de si mesmo, do conceito fundamental daquilo que somos. Assim, temos de procurar a imagem do homem que resulte e seja apropriada a essa nova era, há que sintetizá-la e depois ligá-la ao cérebro da humanidade.

Manter a maioria num estado contínuo de ansiedade interior funciona, porque as pessoas são obrigadas a estar demasiado ocupadas a assegurar a sua própria sobrevivência ou a competir por ela para colaborar na construção de uma reacção eficaz.

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Carreira, uma espiral decrescente

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O sonho da carreira, status, bonança e facilidades na qual o dinheiro ou a posição social promovem são grandes, permitindo inchar o egos de muitos. A principal preocupação não deve ser apenas subir algum tipo de hierarquia ou status financeiro, mas como se manter neles, sem regredir. Há um lema forte nos últimos anos, acentuado pela crise política no país e pela alta do desemprego, baseado até mesmo na filosofia, “o que sou e para onde vou?”. Dado a força propulsora da tecnologia no núcleo dos negócios, as estratégias das empresas, independente do segmento de atuação, estão muito mais dinâmicas, rápidas de serem implantadas e também rápidas para impactarem a sociedade, que por sua vez, tem mudado os hábitos e aceitado as mudanças, apesar de focos de resistência, menores do que em gerações passadas.

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A televisão na sociedade pós moderna

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Imagem 1 – Pawel Kuczynski

Desde a invenção do rádio, televisão e, posteriormente, internet, o tempo e opções de “alimentar” a mente procedem, em grande parte, de conteúdos de mídia como emissoras de rádio, podcasts, internet, televisão, ou seja, audiovisual, dado o poder de exemplificar as formas de se viver, consumir produtos, comprar roupas ou outros insumos; acredita-se em sistemas políticos e nas falácias dos ditos “representantes do povo” e estes, incitam a sociedade a lutarem entre si, em defesa daquilo que se fez/faz acreditar, e a sociedade age sem refletir e buscar as raízes das situações atuais existentes, motivações, etc.

A televisão

Consideramos que a televisão evoca a premissa básica da dependência. E deve evocá-la porque é essencialmente uma actividade emocional e irracional… A televisão é o líder constante que proporciona alimento e protecção. (Emery, Dr.F. 1972)

O jornalista de investigação Lonnie Wolfe disse no seu esclarecedor relatório sobre o impacto que exerce a televisão nos poderes cognitivos de uma pessoa que, tanto Frederick Emery como Eric Trist, que até o seu falecimento, em 1993, dirigiram as operações de Tavistock nos Estados Unidos, referiram: <<A televisão tinha um efeito dissociativo sobre as capacidades mentais e fazia com que as pessoas fossem menos capazes de pensar de forma racional.>> Tavistock reconheceu que o hábito de ver televisão destrói a capacidade que a pessoa tem para realizar uma actividade cognitiva crítica. Dito de outra forma, torna-nos parvos. (Estulin, D., p. 142, 143).

os adultos dissociados não conseguem exercer uma autoridade moral sobre os filhos, por estarem demasiado envolvidos nas suas próprias fantasias infantis, que lhes chegam através do televisor. (Estulin, D., p. 145).

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Empreendimentos nocivos

Crédito excessivo as inovações tecnológicas e refugo para os problemas da vida

Com foco no resultado sem medir consequências, dado ao amparo jurídico das novas empresas, muitos dos novos empreendimentos terão como objetivo desestruturar empresas e setores, sociedade e governo, em nome da inovação e facilidades.