A casa do oleiro

INTRODUÇÃO

Moldados por D’us guia-nos das encostas pedregosas de Natzeret (Nazaré), em Yisra’el, até a casa simples do oleiro. Veremos como o barro é lavado, amassado e deposto até ficar calmo” como ele é trabalhado sobre a mesa do oleiro, depois dessecado, pré-cozido e cozido, as vezes, quebrado a  fim de poder ser trabalhado de novo para uma finalidade mais valiosa. Veremos também que o barro tem memória. Este caminho do barro é também o caminho do Homem. Na casa do oleiro, estamos nas mãos do Eterno. Ele é quem fala … Escute-O !!!

IMAGEM 1 – HOMEM, PÓ DA TERRA

  • Avraham estava com 100 anos e sua mulher Sarah 90 anos antes que fizesse “Adonai lembrou – se de Sarah como tinha dito, e Adonai fez por Sarah o que lhe prometeu” (Bereshit / Genesis 21 : 1) ;
  • Yitz’chak orou insistentemente por Rivkah [Rebeca], porquanto ela, era estéril. As suas orações foram respondidas 20 anos depois ;
  • Ya’acov, por muito tempo, lutou “com lutas de D’us”, até que D’us se lembrou de Rachel e a ouviu, concedendo-lhe Yosef, o filho das orações ;
  • A mãe de Moshe [Moisés] teve que renunciar a seu filho e deixa-lo ao rio Nilo mas, D’us o tirou das águas ;
  • Z’kharyah e Elisheva eram velhos quando D’us lhe falou através de Gavri’el de Yochanan o batizador acerca de seu nascimento. (Lucas 1:13-19) ;
  • Hannah, esposa de Elkanah não tinha filhos. Em profunda depressão ela orava e chorava (Sh’mu’el Alef 1:10), derramando – se na presença do Senhor (Sh’mu’el Alef 1:15), então Eli respondeu: “vá em paz. Que o D’us de Yisra’el conceda o que você pediu a ele” Assim nasceu Sh’mu’el, um dos maiores homens de D’us da Antiga Aliança ;D’us vê sinais de vida mesmo ali onde o homem vê um terreno morto e secoBarukh HaShem !

O BARRO DEVE SER AMASSADO

IMAGEM 2 – BARRO AMASSADO PARA SER VASO

Os nossos pecados e egoísmo não nos incomodam. Quando D’us nos molda, concretiza- se o que esta escrito :

“ Porque seu coração se enterneceu, e se humilhou diante de Adonai quando ouviu o que eu disse contra este lugar e seus habitantes – que eles seriam motivo de desolação e maldição – , e rasgou suas vestes e clamou diante de mim, eu o ouvi, diz Adonai ” (2º Reis / M’lakhim Bet 22 : 19)

Ao lado duma parede da olaria encontrava-se um monte dos torrões de barro a espera. Um a um, todos foram amassados pelas mãos do oleiro. Primeiro bateu o torrão com palmas, para preparar uma folha, que depois foi enrolada de batida outra vez até ficar macia. Vez em quando, os sensíveis dedos do oleiro encontravam uma pedra. Se a pedra ficar na massa pode estragar os vasos na modelagem.

O mesmo ocorre conosco. Quando estamos nas mãos do oleiro, sendo trabalhados por Ele, encontram-se as maiores falhas de nossa vida. Do nosso íntimo, surgem egoísmo e áreas não santificadas que, de outro modo, ficariam ocultas. Quanto ao coração, em geral, pode dizer-se como o salmista : “o coração deles é grosso e gordo, mas eu me deleito em tua Torah.”  (Tehilim / Salmos 119 : 70)

No pátio do oleiro recebi a resposta. “É preciso lavar o barro!”.

Segredos Rhema

  1. Submeta – se a D’us (o oleiro) para que Ele tire as impurezas e o purifique;
  2. Deixe que D’us (o oleiro)  te prepare para que sejas modelado segundo a sua vontade soberana e não segundo os seus conceitos.

Antes de colocá-lo sobre a mesa do oleiro. Depois de voltarmos para Nazaré, o aprendiz do oleiro levou-me ao lado da casa onde havia duas covas mais ou menos de um metro quadrado cada uma. Primeiro encheram-se as covas com água. Em seguida o aprendiz deitou lá a terra. Esta maceração levou vários dias, a que se seguiu a purificação do barro. Nos tanques amplos, feitos de tambores de gasolina, o barro macerado, foi esfregado e lavado aos poucos. De vez em quando os dedos do oleiro encontravam na massa grãos não dissolvidos que logo eram tirados fora. Quando toda a massa foi purificada, foi colocada outra vez na cova para “repousar”. O sol fez evaporar a umidade, tendo ficado uma massa densa na qual apareceram fendas, demonstrando assim que a massa já tinha particularidades do barro. Na cova o barro tornou-se mais resistente. Só depois começou o manejo próprio do barro.


O BARRO AMASSADO NÃO VAI IMEDIATAMENTE PARA A MESA DO OLEIRO

IMAGEM 3 – BARRO AMASSADO

  • Muitas vezes, somos pessoas endurecidas… Quando é que D’us precisa usar o seu poder antes de ter a possibilidade de realizar os Seus planos quanto a nós?
  • Repetidas vezes, o ímpio, louva a D’us mais facilmente do que nós que, pela dureza de nosso coração confiamos em nós mesmos.
  • A consciência sensível perante D’us, deve fazer parte de nós. Viva no Mashiakh Yeshua.
  • D’us transforma as aflições em bênçãos. É exatamente por isso que o Grande Oleiro, nos trabalha e nos permite tribulações.
  • Não é possível conhecer as características do barro sem o provar, experimentar com os dedos. O barro deve ser resistente e elástico; tem que viver e “chorar”. De outro modo, não há vida nele.

O BARRO AMASSADO É POSTO DE LADO

IMAGEM 4 – HOMEM, PÓ DA TERRA

Segredo Rhema

O caminho do homem é o caminho do barro. Uma das lições essenciais da nossa vida é aprender a estar posto de lado. Quem segue o caminho do barro a partir das encostas pedregosas de Nazaré até à mesa do oleiro repara que repetidamente o barro fica à espera. Mas estar de lado, estar deposto, não significa ser abandonado. Não há vias rápidas.

No mundo do barro existem certas leis que não podem ser ultrapassadas. O mesmo se passa também no Reino de D’us.

  • Avraham (Abraão) tinha 75 anos quando D’us lhe falou em Harã. Passou a maior parte da sua vida numa caminhada fatigante no deserto.
  • Yosef (José) andou pelo poço, pela escravidão e pela prisão, até atingir a liberdade.
  • Mosheh (Moisés) experimentou a condição de refugiado por matar um egípcio, tendo passado muito tempo a pastorear ovelhas no deserto de Midiã.
  • Yochanan o batizador (João Batista) preparou-se no deserto para o seu trabalho.
  • Sha’ul HaShaliakh (Paulo o apóstolo) ficou três anos no deserto após a sua conversão e só passados 14 anos é que foi a Jerusalém para relatar a sua primeira viagem missionária; só então recebeu a tarefa a de trabalhar como apóstolo dos goyins (gentios).

Estes períodos de espera e a maneira de ocupar os momentos da vida cotidiana são os que mais nos formam como seguidores do Messias.

IMAGEM 5 – MODELAGEM DO VASO DE BARRO

  • É preciso mover, induzir e “persuadir” o barro. Ele não pode ser fundido. Hoje em dia, grandes fábricas, usando certos produtos, fazem objetos de barro com moldes, mas qualquer oleiro vulgar, da China à América, sabe que o barro não pode ser modelado à força. Por isso, é necessário “persuadir” o barro. O barro exige um certo tempo antes de ficar na forma desejada pelo oleiro. Assim também D’us nos persuade a aceitar o Evangelho.

Yeshua disse: “Yerushalaim,  Yerushalaim! Você que mata os profetas, que apedreja os que lhe são enviados! Quantas vezes eu quis reunir seus filhos, como a galinha reúne os pintinhos debaixo das suas asas, mas vocês se recusaram!” (Mattiyahu / Mateus 23:37)

Hoshe’a [Oséias 11:7] lemos: “Meu povo se mantém em suspense quanto a voltar para mim; e, apesar de serem chamados para cima, ninguém se move.” Yesha’yahu [Isaias  65:2] afirma: “Estendi minhas mãos o dia todo a um povo rebelde que vive de uma maneira que não e boa, que segue suas inclinações.” O Santo D’us bem sabe que o homem se revolta contra a Sua vontade, mais que o próprio barro contra a vontade do oleiro. Por isso, D’us quis ganhar a nossa confiança e entregou o Seu próprio Filho como garantia do Seu amor para conosco.

Assim devíamos entender as palavras De Sha’ul HaShaliakh (Paulo o apóstolo)… “Aquele que não poupou o próprio Filho mas o entregou a favor de todos nós – será possível que, nos tendo dado seu Filho, não nos dê também todas as coisas? De que maneira deve estar o barro nas mãos do oleiro? Deve ser elástico e calmo”.

Um oleiro disse-me: “O barro purificado e trabalhado é belo. Não tem componentes estranhos de qualquer tipo;  ele é como leite ou seda; já não revolta nos dedos”. Quanto ao homem, isso significa evidentemente o que um canceroso recebeu da Bíblia para a sua aflição. Ele leu Tehilim [Salmos] 131:2 “Não, eu me mantenho calmo e quieto, como uma criança no colo de sua mãe – eu me mantenho como uma criança pequena.” Apesar de tudo ele estava na “leiteira” da graça de D’us.”

Segredo Rhema

IMAGEM 6 – MODELAGEM DO VASO DE BARRO DE ACORDO COM A VONTADE DO OLEIRO

Estamos em movimento continuo que nos leva à presença de D’us e D’us se lembra em que fase estamos em cada altura.
“Alem disso, sabemos que D’us faz todas as coisas cooperarem para o bem de quem o ama e é chamado de acordo com seu propósito,” Romanos 8:28

Uma das características humanas do barro é que ele é capaz de memorizar o trabalho que já foi feito nele. Por isso o barro é amassado e trabalhado várias vezes para que se torne mais resistente – e por isso também é muitas vezes deposto entre as fases do trabalho. Os cientistas falam da chamada “lei de Débora”. Em Shoftim [Juízes 5:5] diz-se, no texto original, que “As montanhas se derreteram na presença de Adonai, no Sinai, diante de Adonai, o D’us de Yisra’el”. Ao se derreterem, os montes correram e dobraram-se até atingir a forma atual. Mas continuam a estar em movimento, lento e invisível. O mesmo se passa também com o barro e a matéria plástica. Também eles têm uma espécie de memória que se chama o fenômeno geológico. Se o oleiro tem duas bolas de barro, iguais, quanto à forma e à dureza, das quais uma já foi uma vez amassada, ele só precisa de as tocar para saber qual delas já passou pelas suas mãos. Com o homem passa-se o mesmo. Não é em vão nenhum trabalho de D’us em nós e já estivemos uma vez na escola de D’us, os ensinos, até enganos anteriores, contribuem para o nosso bem mais tarde. Sentimos, nós próprios, que somos “torrões duros e inflexíveis” nas mãos de D’us. Será que Ele pode usar uma pessoa tal como eu sou? Mas D’us não se esquece da sua obra, incluindo as aflições e provas da nossa vida.

No Reino de D’us existem certos modelos básicos e certos tesouros fundamentais que cada um de nós devia conhecer e aceitar como guias para a vida. Se estas normas não servem como princípios da nossa vida, será que levamos realmente a sério a nossa vocação como pessoas tementes a D’us e seguidoras do caminho do Messias?

IMAGEM 7 – VASOS SÃO COMO SERVOS – A DISPOSIÇÃO DO GOSTO DO OLEIRO

  • O objetivo de todo o trabalhode D’us está expresso já na narração da Criação: Ele criou-nos à sua imagem (hebr. Zelem Elohim), O apóstolo Paulo enfatiza em Gálatas 1:16 que D’us revelou nele o Seu Filho. Yeshua é, segundo Hebreus 1:3, “o resplendor da sua glória e a expressa imagem da sua pessoa”. Todo o trabalho espiritual visa a que “Mashiakh seja formado em nós” Gálatas 4:19.
  • Sha’ul HaShaliakh [Paulo o apóstolo] destaca: “Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Yeshua HaMashiakh” II Pedro 4:19.
  • Colossenses 3:3 relembra: “Já estais mortos e a vossa vida está escondida com Mashiakh em D’us.”
  • Os judeus do caminho consideram muitas vezes Gálatas 2:19,20, como o texto mais essencial do Novo Testamento: “Porque eu, pela lei, estou morto para a lei, para viver para D’us. Já estou crucificado com Mashiakh; e vivo, não mais eu, mas Mashiakh vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de D’us.” Gálatas 6.14 fala do mesmo assunto revelando que, pela estaca de execução de Yeshua HaMashiakh,“o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo”.
  • Efésios 2:6 diz que Ele “nos fez sentar nos lugares celestiais, em Mashiakh Yeshua”.

Quando Sha’ul HaShaliakh [Paulo o apóstolo] fala do tesouro em vasos de barro e do enorme poder contido nele, o que está em questão é a influência real de Yeshua na Igreja. Será que nós, aceitamos os planos de D’us para a nossa vida? Ou será que estamos revoltados nas mãos de  D’us? Talvez nos comecemos a tornar “endurecidos” e, por conseguinte, o verdadeiro objetivo da fé já não nos faça sentido.

  • Sha’ul HaShaliakh [Paulo o apóstolo], acentua em I Coríntios 2:5: “Para que a vossa fé não se apoiasse na sabedoria dos homens, mas no poder de D’us”.
  • Efésios 3:19 exorta-nos a conhecer “o amor de Mashiakh, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de D’us”.
  • A mesma carta, em 4:12, relembra que D’us quer “o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério”.
  • Mero serviço não chega. Em Efésios 6:6,7 é nos lembrado: “Fazendo de coração a vontade de D’us; servindo de boa vontade como ao Senhor, e não como aos homens.”
  • O alvo para nós atingirmos está escrito em Efésios 2:22: “No qual (Senhor), também vós, juntamente, sois edificados para morada de D’us em Espírito”.

Estes dez parágrafos são um resumo da nossa fé. Seria bom que encontrássemos na nossa Bíblia algumas regras básicas que nos ajudassem a lembrar, em cada momento, o que é essencial na nossa vida espiritual. Será que este plano tem espaço para Yeshua? Tenho visto repetidas vezes que só se encontra satisfação permanente ali, onde há espaço para Yeshua. Mas Ele não abençoa todos os nossos impulsos. Ele requer espaço e consagração, pois então Ele realmente está presente nas tempestades da nossa vida.

IMAGEM 8 – Efésios 3:19 exorta-nos a conhecer “o amor de Mashiakh, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de D’us”.

 


ANTES DE SER COZIDO, O BARRO É PRÉ-COZIDO

IMAGEM 9 – COZIMENTO DO VASO DE BARRO

  • Muito antes de ser cozido o vaso é pré-cozido – No decorrer do cozimento é que se nota claramente a paciência do oleiro; “fazer fumegar o pote” é muito significativo. Na temperatura baixa, o barro perde a umidade que ainda resta e se olharmos o forno, parece que os vasos estão a fumegar. É como se deles saísse vapor.
  • Se a temperatura sobe de repente, alguns vasos podem rachar e estragar toda a fornada. Também D’us parece conduzir os seus filhos pouco a pouco à forja da vida. Mas, por qualquer razão alguém ficou ofendido, talvez por os outros não lhe prestarem atenção. Não há outro tão faminto como a pessoa que quer ter a atenção dos outros. O nosso velho homem está sempre pronto a dirigir e a exibir-se. Assim o trabalho pode parecer cada vez mais extenso, portanto, tenta-se fazer algo sem ter pressupostos interiores.
  • Inchamo-nos e passa-se o mesmo que se passa com os vasos durante o pré-cozimento. A borbulha de ar, escondida no barro, rebenta, e em consequência dá-se uma explosão. Estilhaços espalham-se por todo o lado. Muitos ficam feridos e assim pode perder-se toda a fornada. O nosso orgulho impede-nos de receber as bênçãos e o coração orgulhoso ofende e fica ofendido.
  • Durante o pré-cozimento o vaso de barro encolhe-se e perde peso – À medida que o cozimento avança, o vaso continua a encolher-se até certo ponto. Ao mesmo tempo o fogo provocam no interior da estrutura argilosa do vaso certas transformações. Durante o pré-cozimento elimina-se toda a umidade remanescente. Por fim o oleiro experimenta qual é a temperatura do forno utilizando aço frio. Se o aço ficar coberto de vapor, é preciso continuar o pré-cozimento. Durante a primeiro cozimento a estrutura do objeto torna-se mais homogênea, ao mesmo tempo que diminui em tamanho. O vaso diminui durante o cozimento até 16%.
  • Na língua hebraica a palavra “anaav” tem o significado de “afligido” . D’us conduz os seus filhos pelas tribulações e aflições a fim de que se tornem menores.
  • Mesmo o barro experimenta a “glorificação” – Depois da pré-cozedura a temperatura do forno é lentamente aumentada. Na temperatura de 500 graus os objetos tornam-se avermelhados. Depois começam a abrasar-se como o ferro incandescente. Só então o oleiro começa verdadeiramente a aumentar a temperatura. Finalmente o vaso está todo em brasa. “Esta cor não é a de ouro nem branca ou azul, nem alguma outra cor conhecida. O apóstolo João viu esta cor na ilha de Patmos. Ela é de plena luz“. Se o vaso tem este luzir ficou bom com certeza. Uma vez o cozimento leva 8 horas, outra vez talvez 18 horas antes que apareça este luzir.
  • O oleiro observa a cozedura durante todo o tempo através duma pequena abertura no forno. Esta imagem é muito rica: D’us sabe quanto é que podemos suportar o calor da vida e da sua quietude e cuida de nós da maneira mais conveniente. “Toda a coisa que pode suportar o fogo fareis passar pelo fogo para que fique limpa – mas tudo o que não pode suportar o fogo, o fareis passar pela água” Nm. 31:23. O oleiro “vê através dos seus vasos”. E quando por fim toma o vaso na mão, esse vaso “canta” e “retine” nas mãos do seu mestre.
  • É exatamente a forjada vida que dá mais intensidade à luz na vida dos filhos de D’us. Só o temente a D’us provado sabe cantar; a vida de muitos grandes homens de D’us testifica isto. Um tal vaso “retine” nas mãos do mestre. Em Esdras 5:5 está escrito: “Porém os olhos de D’us estavam sobre os anciãos dos judeus”. No meio de todas as aflições podemos experimentar a mesma coisa. Os olhos do pai observam a vida dos seus filhos.
  • Depois de ter passado pelo fogo o vaso está pronto para ser usado. Mas mesmo estando pronto ele tem de ser diariamente lavado. A Bíblia fala-nos disto repetidamente.
  • Nas terras da Bíblia a água da chuva, em geral, é conduzida para os grandes depósitos cavados nas rochas. Nos desertos arenosos a água corre para as zonas baixas formando poças naturais. As donas de casa aproveitam estas poças e vai lá com as suas vasilhas buscar água. Passado algum tempo só podem encontrar água barrenta, remexida pelos animais. Também nas cisternas cavadas nas rochas a água, estando parada, pode ficar, em parte, estragada. Assim a fonte da água viva é um grande tesouro. Quem possui uma tal fonte, normalmente comercializa a água. Manda homens, às vezes para longe da aldeia, que carregam odres às costas e gritam: “Água, água, água viva”.
  • O vaso deve ser limpo para poder ser usado – Com o decorrer do tempo certas impurezas existentes na água caem no fundo e formam lá um depósito e as paredes do vaso sedimentam-se. O profeta Jeremias fala justamente disto quando diz: “Moav vive tranqüila desde a sua juventude; ela é[como o vinho] deixada com seus resíduos; não foi mudada de vasilha em vasilha – nem foi para o exílio. Por isso, seu sabor [ruim] permanece o mesmo, o seu cheiro não mudou.” (Yirmeyahu/Jeremias 48:11) A Bíblia é muito rigorosa ao falar do pecado. Tz’fanyah [Sofonias] destaca: Quando esse tempo chegar vasculharei Yerushalayim com lâmpadas e punirei aquele que foi [complacente e denso como vinho] também com seus resíduos, que diz a si mesmo ‘Adonai não fará nada – nem bem nem mal’. (Tz’fanyah /Sofonias 1: 12) Sha’ul HaShaliakh (Paulo o apostolo), confessou: “ Na verdade, recusamo-nos a usar métodos vergonhosos e sorrateiros, empregando fraude ou distorção da palavra de D’us. (II Cor. 4:2). Temos de experimentar a purificação de todos os pecados ocultos. Todos os resíduos secretos da nossa vida devem ser trazidos à luz.
  • “ Abençoados são aqueles cujas ofensas são perdoadas, cujos pecados são cobertos! Abençoados são aqueles a quem Adonai não imputa culpa, em cujo espírito não há engano.” (Tehilim / Salmos 32 : 1,2) O pecado não confessado deixa sempre a sua marca, de maneira misteriosa. Por isso temos de ser purificados de todo o pecado. Yirmeyahu aponta que D’us observa a sinceridade do nosso arrependimento: “Entretanto, apesar de tudo isso, sua irmã infiel, Y’hudah, não se voltou para mim de todo o coração; ela fez apenas uma encenação”, disse Adonai. (Yirmeyahu / Jeremias 3 : 10)
  • Precisamos ser pessoas consagradas que experimentaram a purificação até aos últimos depósitos da sua vida. Só os vasos limpos podem conter água pura, “que se fará nele uma fonte d’água que salte para a vida eterna” O nosso Salvador quer ardentemente que as vasilhas dos seus filhos estejam cheias e que andem por toda a parte apregoando: “Água, água, água viva! Venham todos, sedentos, acerquem-se da água!” É desta água que nós precisamos!

Ênfase Adicionada

“Mas quem beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede! Ao contrario, a água que eu lhe der se tornara  uma fonte de água em seu interior, jorrando para a vida eterna!”  Yochanan / João 4:14


 

IMAGEM 10 – VASOS EM USO OU DESUSO, RACHADOS

A lição do vaso rachado é uma das mais importantes lições nesta jornada que irá levar o leitor a uma compreensão jamais imaginada da real importância disto.

IMAGEM 11 – PARTIR O VASO – CORAÇÃO, ALMA E ESPÍRITO

Toda a natureza está tão cheia da glória de D’us que o homem limitado não é capaz de compreender essa glória, explicam os rabinos. Por isso, o Santo D’us (louvado seja o Seu Nome) partiu a Sua revelação em pequenos fragmentos. Por meio deste “partir do vaso ”, podemos compreender a revelação de D’us.

Ocorre o chamado “zimsum hamakom ” isto é, a “ redução do lugar ” – a essência de D’us manifesta-se em porção reduzida.

IMAGEM 12 – ÁRVORE DA VIDA

Na natureza quebrada os eruditos encontram dez      “Sfiras” ou cifras diferentes. D’us, “reduz a sua essência” e esconde a Sua riqueza em cada uma destas cifras. São em hebraico: “Chochma, Bina, Da’at, Chessed, Guevurah, Tif’eret, Nezah, Hood, Yesood e Malchut. Os primeiros cinco são em português: Sabedoria, entendimento, conhecimento, graça e obras poderosas. Sha’ul HaShaliakh [mais conhecido pelo nome pagão de Paulo], parece enfatizar quase as mesmas coisas, quando fala sobre os chamados “carismas” que D’us dá para a edificação de sua kelilah [congregação]. O segredo do “partir o vaso” está em que o homem é capaz de se aperceber da glória de D’us, a partir de fragmentos da vida.

 


É EXTRAORDINÁRIO COMO D’US TEM MUITO A DIZER AOS “QUEBRADOS”

IMAGEM 13 – VASOS QUEBRADOS NÃO SÃO INÚTEIS

Há grandes fabricas que fabricam vasos só para serem quebrados. A farinha obtida desta  maneira misturada a nova massa, visto que, o barro,  pode ser cozido e esmagado muitas vezes e a cerâmica que se faz desta maneira é cada vez melhor. As experiências e pensamentos vindos do coração de D’us servem na construção da nossa vida.

Ênfases Adicionadas

  • “O Espírito de Adonai Elohim esta sobre mim, pois Adonai ungiu – me para anunciar boas novas aos pobres. Enviou – me para curar os quebrantados de coração; para proclamar liberdade aos cativos, para dar luz aos presos nas trevas;” Yesha’yahu [Isaías] 61 : 1
  • “Procurarei a perdida, trarei a desviada, ligarei a quebrada e fortalecerei a fraca. Mas a gorda e a forte destruirei – eu as alimentarei com juízos”. Yechezk’el [ Ez. ] 34 : 16

IMAGEM 14 – PERMITA-SE SER MOLDADO PELO OLEIRO

Quando chegamos a Macedônia, não demos descanso ao corpo. Ao contrario, enfrentamos todos os tipos de dificuldades – discussões com os de fora e apreensões com os de Dentro. (2º Coríntios 7.5). Ele viu, como a nossa casa terrestre se desfaz, como gememos desejando ser revestidos da nossa habitação, e como não queremos ser despidos.


A VIDA É UMA GRANDE SUCATA

IMAGEM 15 – SOMOS COMO SUCATAS, APENAS O FOGO PARA NOS PURIFICAR

  • A vida desfaz-nos. No entanto, foi muito consolador ouvir o que disse o engenheiro de uma metalúrgica quando estávamos no pátio da sucata da fábrica: “90% do melhor aço da nossa fábrica é feito desta sucata“. Um grande ímã veio da fábrica pelos trilhos e tirou do montão de sucata uma carga enorme a fim de levá-lo para a fundição.
  • Do mesmo modo o amor de D’us encontra-nos deformado. De outra maneira seria impossível agarrar-nos. Esse amor atrai-nos para si. Mas ele tem de nos conduzir para a fundição antes de poder fazer algo mais em nós. O aço lamina-se entre os cilindros metendo-se depois o bloco incandescente na água para o temperar. O melhor aço, destinado a certos fins tempera-se no óleo. Assim as sucatas transformam-se em aço refinado, com uma grande capacidade de resistência.
  • Numa reunião tive de falar a um grupo de mutilados de guerra. A maioria não podia mover-se. Quando entrei na sala da reunião um dos homens disse-me: “Esta malta já não presta para nada”. Entre esses homens experimentei como o amor de D’us descia até nós. Um homem inutilizado como a sucata compreende mais do que uma pessoa superficial.
  • O partir do vaso, shivirat hakeliim, diz respeito a todos. No entanto, não podemos ficar no ponto de pendurar as nossas harpas nos salgueiros da auto compaixão e permanecer com as penas nas margens dos rios de Bavel (Babilônia). O sofrimento é só uma paragem na viagem.

PORQUE SOMOS LIMITADOS… NÃO PERCEBEMOS AS OBRAS D’US

IMAGEM 16 – OLHOS BONS OU RUINS? 

São poucos os que sabem ler a história como uma obra de D’us. Muitos não são capazes de ver a providência de D’us nem sequer na história de Yisra’el. Muitas palavras extraordinárias de Yeshua tornaram-se axiomas para nós, sem aquele poder revolucionário que ainda está contido nelas. Embora todo o ensino de Yeshua fale da Sua soberania e divindade, trocamos nos mercados do mundo a doutrina d’Ele pelas coisas medíocres. Deveríamos ser o sacerdócio real e embaixadores de D’us, mas comportamo-nos como se estivéssemos ao serviço de algum sucateiro sem noção dos valores. Deixamos correr as coisas que são realmente importantes e preocupamo-nos muito com as inúteis; coamos um mosquito, mas engolimos um camelo. Apesar disso é formidável e encorajador o fato de D’us se glorificar mesmo nas pequenas coisas diárias. Por isso Ele permite que a nossa vida fique em fragmentos. Assim em cada pedaço, em cada “sfira”, está escondida toda a maravilhosa benção de D’us. Os nossos olhos deveriam abrir-se da maneira certa, Quando a graça de D’us encontra o homem, ele começa a ver os “pedaços” da vida sob uma nova luz, um novo mundo é aberto.


O VALOR DO QUEBRANTAMENTO 

IMAGEM 17 – VASO QUEBRANTADO

Como você se vê? Acaso D’us estava errado ao te escolher? Não percebes que, toda a vez que você se dispõe a murmurar, nada mais faz do que ato de rebelião contra D’us? Deixe que Ele o molde, segundo a Sua soberana vontade. Não limite D’us. Confie N’Ele e os seus designíos serão estabelecidos. E, sobretudo, não murmure. A murmuração pode causar a morte. Lembre-se de que o deserto é uma benção disfarçada e não é um lugar de permanência.

É que assim D’us recebe toda a glória. Quando Gid’on (Gideão) foi escolhido para realizar certas tarefas de D’us, ele próprio sentiu que era o menor na casa de seu pai e que a sua família era a mais fraca em Manasses. Mesmo assim o Senhor teve de dizer-lhe: “ Há pessoas demais com você para que eu entregue Midyan a eles, porque não quero que Yisra’el se vanglorie contra mim dizendo: ‘Nós salvamos a nós mesmos por nossa força’. (Shof’tim [Jz.] 7:2) O exército foi reduzido de 32000 homens a 300 homens. Em toda a vida espiritual passa-se a mesma coisa. Victor Smadja encontrou o dono de uma olaria, já de idade, e lhe fez uma proposta: “Até o pátio fica com melhor aspecto depois de ser limpo. Ofereço-lhe dez liras, vinte… pelos vasos quebrados” Assim avançou o negócio. Finalmente o velho disse sorrindo: “Meu jovem, prefiro dar o meu braço a este montão de barro, a melhor matéria que possuo”. O velho oleiro compreendeu o valor do barro. Quanto mais vezes cozido e esmagado melhor fica o barro. Quando o barro atravessa chuvas e tempestades, calor e frio, quando é recalcado pelos homens – torna-se cada vez melhor. De certo modo ele absorve as características da natureza. Quando tal barro, esmagado talvez por várias vezes, é misturado com uma nova massa, fazem-se então os melhores objetos.


O BARRO ESMAGADO MISTURA-SE COM O NOVO

Os pedreiros sabem que aspecto tem o tijolo resistente ao fogo por dentro. Se partirmos um tijolo destes com o martelo de pedreiro, podemos ver na face partida granizos de várias cores, castanhos e amarelos, encarnados, até pretos. Estes granizos já passaram pelo fogo e por isso este tijolo aguente-se em temperaturas altas do forno sem se quebrar. Depois de desfazer o velho forno, o oleiro utiliza ainda as partes interiores, “abandonadas”, misturando-as de novo com o seu melhor barro. Estas partes já passaram pelo fogo talvez 60 a 100 vezes. O oleiro também sabe que o forno velho é melhor do que o novo porque aguenta melhor altas temperaturas. Os Árabes nômades põem sempre um pouco de pão velho na massa nova. Nos países nórdicos faz-se o pão azedo da mesma maneira. No recipiente deixa-se um pouco de massa que azeda a nova massa. Estes recipientes nunca se lavam profundamente. Os árabes, quando constroem novas casas, aproveitam madeira velha. Em geral, querem sempre misturar algo velho com o novo. Pensam que isso é uma condição de benção. Embora Yeshua tivesse ensinado que a mensagem nova exige uma nova moldura, assim como o vinho novo dever ser metido em vasilhas novas, isto não significa, porém, que tudo o que é velho deva ser abandonado. Mesmo o chefe de família sabe tirar, daquilo que tem, coisas novas e velhas “Vocês entenderam todas estas coisas ?”. “Sim”, eles responderam. Ele lhes disse: “Por isso todo mestre da Torah que se tornou talmid por causa do Reino do céu e como o dono de uma casa que tira do seu tesouro coisas novas e coisas velhas”. (Mattiyahu [Mateus] 13: 51,52).

Experimentamos o mesmo nas mãos do Mestre. A providência anterior não se põe de lado, realizando-se apenas o quebramento e a peneiração. Só depois é que os novos planos de D’us se podem realizar. O vaso pronto devia reter tanto a água quente como a fria. O seguidor do Messias devia ser fiel tanto nos dias comuns como nos extraordinários. O reino de D’us não precisa de solistas, de mestres de cerimônias, que têm sempre algo extraordinário na sua algibeira. Precisamos de filhos de D’us fiéis que podem assumir responsabilidades e que não frustram as esperanças mesmo que o vento seja oposto. Quando nossa sensibilidade espiritual se corrompe é hora de partir os nossos vasos de novo.

AFINAL DE CONTAS, É EXATAMENTE A GRAÇA QUE ESTÁ EM QUESTÃO

A Toráh [Bíblia] repete muitas vezes que a graça de D’us é grande para conosco. A carta aos Hebreus recorda-nos “Não se deixem levar pelos diversos ensinos estranhos; é bom para o coração ser fortalecido pela graça, e não por comida. As pessoas que fazem dessas coisas o centro de sua vida não tem se beneficiado delas.” (Judeus Messiânicos [Hebreus] 13: 9) A graça divina é realmente o melhor remédio para o homem aflito. Mas, acontece estranhamente que a graça se pode tornar lei para o homem. Primeiro, a lei malha o homem e leva-o ao arrependimento. Mas mesmo assim ficamos “debaixo da lei”. Dizemos: “Não sou suficientemente bom e santificado para que D’us me possa aceitar. Ainda que tenha trazido todos os meus pecados à luz e embora tenha orado e tenha procurado ler a Palavra; não ouso pensar que possa ser realmente um filho de D’us.” Atormentamo-nos a nós mesmos com o que fizemos ou deixamos de fazer. Cremos na graça, mas não temos coragem de possuir a graça de D’us antes que nos melhoremos e nos restauremos a nós próprios. Mas a graça divina é tão grande e tão vasta que nunca se esgota. Podemos lembrar: D’us aceita-nos justamente com a nossa insuficiência. Podemos crer que D’us nos aceita por causa da morte expiatória de Yeshua, mesmo que não haja nada de aceitável em nós. Nunca somos capazes de cumprir as exigências da graça pois a graça não conhece exigências. Nisto é que se comprova o poder da graça. A graça deve ser graça portadora. Ela não deve sufocar-nos. Tomamos a graça como uma lei e esforçamo-nos para atingir a onda que está a fugir diante de nós, mas nunca conseguimos alcançar o que queremos. Só nos debatemos inutilmente até perdermos as forças. Deveríamos esperar pela próxima onda do mar da graça que nos levanta de repente e nos leva com ela. Devíamos basear a nossa fé naquilo que D’us é e não em nós mesmos. II Timóteo 2:19 diz claramente: No entanto, o firme fundamento de D’us permanece, marcado pelas seguintes palavras: “O Senhor conhece os seus”, e “que todos os que afirmam pertencer ao Senhor se afastem da  pratica do mal”. Se trouxermos os pecados e as injustiças à luz, podemos depositar a nossa confiança em que “o Senhor conhece os que são seus”. Ele é maior do que o nosso coração e conhece todas as coisas. Ele sabe quanto é que o meu vaso aguenta na forja da vida. Ele não deixa que sejamos provados acima das nossas forças. Quando nos malha, também sabe qual é o Seu objetivo. O vaso de barro nem sempre precisa compreender.

O nome hebraico de Getsêmani, “gat shmanim” significa “o lagar de azeite”.

  • Não foi permitido misturar fogo estranho com o fogo do templo do Senhor, isto é, não foi permitido usar o mesmo óleo que se usava nos templos de ídolos. Por isso os judeus tinham plantado oliveiras em todo o Monte das Oliveiras. As azeitonas que as oliveiras produziam foram tratadas exatamente segundo as instruções dos sacerdotes para que fossem rigorosamente puras. As azeitonas eram espremidas nos lagares de azeite em Getsêmani.

IMAGEM 18 – GETSÊMANI – CORAÇÃO DE YESHUA FOI ESPREMIDO


PODERÁ ELE ENCHER-ME COM A ÁGUA DA VIDA?

  • Não deveríamos exagerar quando respondemos a estas perguntas. O oleiro vê “ através do vaso ”. Depende da atitude do nosso coração a espécie de tesouro que D’us nos pode confiar. Ele “até ficou cansado por causa de nós”. Mas mesmo assim Ele queria aperfeiçoar a boa obra que começou em nós.

A LIÇÃO DO OLEIRO

IMAGEM 19 – VASO DE HONRA OU DESONRA? A ESCOLHA É SUA

 

  • D’us vê sinais de vida mesmo ali onde o homem vê um terreno morto e seco. D’us vê sua própria imagem em você;
  • “É preciso lavar o barro!” a fim de ser purificado. Sem santificação ninguém vê a D’us;
  • O barro deve ser amassado e não vai imediatamente para a mesa do oleiro para ser moldado;
  • O barro deve ser posto de lado: o caminho do homem é o caminho do barro. Uma das lições essenciais da nossa vida é aprender a estar posto de lado… estar de lado ou estar deposto não significa ser abandonado, não hávias rápidas;
  • O barro tem memória: estamos em movimento continuo que nos leva à presença de D’us e D’us se lembra em que fase estamos em cada altura;
  • Extraordinário é como D’us tem muito a dizer aos “quebrados”: a farinha obtida desta maneira misturada a nova massa, visto que, o barro, pode ser cozido e esmagado muitas vezes e a cerâmica que se faz desta maneira é cada vez melhor. As experiências e pensamentos vindos do coração de D’us servem na construção da nossa vida ;
  • No torno do oleiro, suas mãos modelam o vaso por dentro e por fora ao mesmo tempo;
  • A vida é uma grande sucata: a vida desfaz-nos, no entanto, o amor de D’us nos forja, assim as sucatas transformam-se em aço refinado, com uma grande capacidade de resistência;
  • O próprio vaso de Yeshua foi destinado a ser partido por nós. O oleiro vê através do vaso e depende da atitude do nosso coração a espécie de tesouro que D’us nos pode confiar;

CONCLUSÃO

Lembre-se caro leitor. O livre arbítrio é tão somente a sua opção de escolher onde irá passar a sua eternidade. O livre arbítrio, jamais foi a opção de fazer o que bem se entende, até porque, tudo o que o homem planta, ele certamente irá colher. Isto é um fato que não temos como alterar ou impedir ao nosso bel prazer. O que fazemos aqui, nos irá definir na eternidade com D’us ou sem Ele. Somos todos, inescusáveis diante de Adonai e não poderemos alegar desconhecimento. O “desconhecimento” oriundo da falta de informação, quer por ato de negligencia, quer por recusa em ver e ouvir verdadeiramente como as coisas são [e não como queríamos que fossem], não nos isenta. Muito ao contrário, pode ser fator de condenação para a eternidade.

Via de regra, a “religião”, por si só, não tem o poder de salvar. No entanto, pode nos condenar. O “politicamente correto” tem levado muitos a perderem-se ao longo da jornada e, como se pode observar , não é e jamais será uma jornada fácil ou indolor, livres de contratempos e aborrecimentos. Cabe a nós a escolha de seguir adiante ou desistir no caminho; seja qual for a escolha que façamos, saibam que haverá consequências para o bem ou para o mal. Devemos aprender a enxergar além do que a nossa vista alcança mas, isto tem um preço.  Você está realmente disposto a pagar o preço da sua escolha? Escolha com sabedoria. Disto depende a tua eternidade.

IMAGEM 20 – YESHUA E O CONVITE A SERVÍ-LO

 

Autor: Antônio Carlos Calçada

O profissional liberal

Hoje é comum e natural ser freelancer ou profissional liberal quando se há várias aptidões ou algumas que se complementam e geram resultados financeiros e pessoais – controle de agenda.

O capitalismo é igual a preço baixo e qualidade para muitos. Se não houver isso, não há negócio, compra ou contratação de serviço.

Colocar-se no lugar do outro não é fácil e muito pouco praticado. Perceba que se esse profissional liberal for o pai, mãe ou ente querido que se especializou, batalhou muito e não consegue a renda suficiente para as despesas básicas, além de tentar ouvi-lo melhor para compreender se há erros no processo de oferecer o produto ou serviço e os métodos de precificação, irá também ouvir as histórias dos clientes que se nega a contratar tal mão de obra e, provavelmente, sentirá raiva e vontade de ofender com palavras alguns possíveis clientes quando percebe que não há erros nos métodos de trabalho deste ente querido.

Qual é o objetivo deste relato? Será que somos justos ao avaliar e contratar uma mão de obra para qualquer tipo de atividade quando surge tal necessidade?

“Fulano pode ser valor baixo”.
“Meu ente querido merece receber valor melhor”.

Estratégias para avaliar além das fronteiras do preço.

Fonte: LinkedIn – Publicado por Flávio Sodré em 02 de dezembro de 2017

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